sexta-feira, 19 de setembro de 2008

... VERSÃO POETA 2 ...

Amigos, todos que lêem o blog, não é falta de imaginação, é falta de tempo. Provas na faculdade estão me deixando meio roxo de tanto prender a respiração e tentar me concentrar em uma só coisa (o que é difícil, vivo em 5635 volts). Enquanto meu sento crítico-cronista-repórter descansa eu os deleito (modéstia) com mais poemas da minha vasta seleção (mentira! são só 58 que tenho guardados e uns vários perdidos, além de um arquivo de 260 poemas que sumiram, mas uma amiga tem uma cópia)...
Me banho no frio
com água gelada
a crosta de gelo
me corta a alma
me fere a pele
a derme é queimada
e com água fria
não é fogo de palha.
Meus cortes são cicatrizados
pelo o Sol no ar.
O céu parece limpo
mas vai tentar respirar.
A visão dilacera
basta olhar os muros, a cidade.
É tudo tão pastel
as cores uniram-se ao asfalto.
Me banho no frio
com água gelada
na minha banheira
escondo a minha cara.
(Cidade-Banheira)

4 comentários:

Vendedor de sonhos. disse...

Nossa, você que escreveu isso ?
cara, se foi, foi uma das coisas mais bela que ja li.
todas visões criticas em um poema apenas.

abracos vitor !
a, sempre tem um tempinho pra postar viu"!
haeuheauhea
abracos !

Katarina disse...

Não esconda, mostre-se.

B. disse...

Adorei, deveria postar mais poemas, eu gosto dos seus. Parabens. =D

A filha única disse...

Esse período de provas é mesmo muito crítico :x
eu concordo com a B., seus poemas são muito bons, poste mais.
bejks:*